VASCO MIRANDA

 

Biografia não disponível

Décimo Oitavo Poema de «O Ciclo de Elsa»

allswallpapersfree.blogspot.com

black & white wallpapers

 

 

Respira naturalmente como erva
Acordada ao orvalho da manhã.
Voz exacta da noite é o silêncio e a
Seta que trespassa os nossos olhos fundidos
No espanto do milagre
Inominado.
Respira como quem canta.
Natural. Espontâneamente.
Ou como quem apenas vive. Ou
Mente, e apenas mente.
No olhar traído,
A sombra dúctil de ser
Força móvel e irreversível.
Gume de um só lado. Vamos!
Respira. Abre, diurno, à inflexivel luz
A dor do teu olhar calado.

 

in «Poesia 71», Dizer, Amar
(Poetas de Hoje / Portugália editora)
Porto: Editorial Nova, 1972

«-Índice de Poetas Apaixonados