Joaquim Afonso Fernandes Duarte foi um poeta português (Ereira, Montemor-o-Velho, 01/01/1884 – Coimbra, 05/03/1958). Formou-se, em Coimbra, em Ciências Físico-Naturais (1913). Foi, ali, professor da Escola Normal e dedicou-se em especial à pedagogia do desenho; interessou-se por temas de etnografia e arte popular portuguesa, pelo que recebeu uma distinção.
Em 1932, foi forçado a sair do ensino por questões de natureza política. A sua poesia tem um cariz rústico, de raiz humanista, desde o saudosismo ao neo-realismo, passando pelo presencismo, porém, mantendo sempre a sua própria escrita, daí, ser considerado um poeta original na lírica portuguesa do século XX.
Escreveu Cancioneiro das Pedras, Lisboa, 1912; Tragédia do Sol-Posto, Coimbra, 1914; Rapsódia do Sol-nado, seguida de Ritual do Amor, Porto, 1916; 7 Poemas Líricos, Coimbra, 1929 (é a reedição dos três livros anteriores, alterados na estrutura, acrescida de novos poemas); Ossadas, Lisboa, 1947; Post-scriptum de Um Combatente, Coimbra, 1949; Sibila, Coimbra, 1950; Canto da Babilónia, Coimbra, 1952; Canto de Morte e Amor, Coimbra, 1952; Obra Poética, Lisboa, 1956 (é a compilação de toda a sua obra poética e inclui um novo livro, O Anjo da Morte e outros Poemas; uma nova edição, Lisboa, 1974); Lápides e outros Poemas, Lisboa, 1960. Em 2008 a Impr.Nacional Casa da Moeda publicou Obra Poética.


